Andreia Brandão

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A visão de futuro

De forma mais ou menos consciente, mais ou menos ousada, todos temos uma visão do futuro que queremos. Aqueles desejos que, se atingidos, nos dariam uma sensação de realização, e só a ideia de conseguir atingi-los nos leva param um estado emocional de entusiasmo e inspiração.

Mas será que ter uma visão tem alguma utilidade prática? Se a resposta é “sim” então, o que está afinal entre nós e esse futuro?

E para responder eu coloco uma nova pergunta: Quantas vezes logo após ter uma visão de futuro visualizamos o que não queremos? Prevemos os piores cenários possíveis, no sentido de nos prepararmos para tudo! Numa grande parte das vezes prevemos esses cenários com base em crenças e convicções construídas em experiências passadas (nossas ou dos demais). Pode ser um novo contexto profissional, amoroso ou outro, pode parecer algo completamente diferente, contudo, se formos recorrer a referências passadas para nos relacionarmos com esse contexto vamos criar mais do mesmo.

O que sucede geralmente é que orientamos inconscientemente as nossas ações para esse futuro negativo como se ele fosse inevitavelmente acontecer, oferecendo-lhe mais empenho do que ao cenário que queremos. E, embora se trate apenas de uma espécie de ensaio na nossa mente, o que é certo é que, ao contrário da mente consciente, que estabelece uma linha temporal de passado presente e futuro, a mente inconsciente vive apenas no presente. 

Não distingue acontecimento na realidade de acontecimento imaginado. E cada vez que visitamos mentalmente os cenários que nos assombram, invocamos as emoções que lhe associamos: medo, sensação de que não sou capaz, tristeza, ou o que quer que a nossa experiência passada nos tenha ensinado sobre isso.

Para além disso, ao começar já a criar a visão de futuro que quero para mim, estou já a conectar-me inconscientemente com essa possibilidade (num universo de infinitas possibilidades) e a aceder às emoções positivas que lhe correspondem. “E isso significa começar já a ser feliz, sem esperar que os meus sonhos se concretizem? Assim no meio de todos os desafios que estou a atravessar não é paradoxal estar feliz?” perguntam-me… A grande maravilha é que, conectar-me com a felicidade me aproxima dos meus sonhos, percorrendo um caminho geralmente imprevisível!

A dica que deixo ao leitor é, tão simplesmente no dia-a-dia, tomar mais e mais consciência da sua tela mental e perceber se está a dar mais tempo de antena aos medo ou aos sonhos (visão). E em qual dos dois baseia as suas ações. A pouco e pouco, depois pode ir canalizando mais atenção para a visão, tornando-a mais específica e concreta.

ANDREIA BRANDÃO

É Coach certificada e Hipnoterapeuta. Com formação em física quântica e epigenética, obtida em vários países nos últimos anos, integra atualmente o novo paradigma da física na transformação dos seus clientes.